Como podemos ter confiança num sistema de ensino onde a quase totalidade dos professores não quer ser avaliada?

Esta pergunta não é minha, mas sim de um jornalista à Ministra da Educação numa entrevista a Maria de Lurdes Rodrigues publicada hoje no Semanário “Expresso”.

6 Respostas to “Como podemos ter confiança num sistema de ensino onde a quase totalidade dos professores não quer ser avaliada?”

  1. Dinnho Says:

    -Boa pergunta, mas não é impossível apontar direções. Uma delas: descrença no método de avalição e/ou conseqüência disso.

    Dito pelo não dito.
    Sucesso!

  2. anti-socialistas-da-treta Says:

    A resposta é simples: fazem-se exames fáceis e com perguntas de niveis escolares inferiores aos dos alunos a avaliar, que assim passam a ser maus alunos mas com boas notas. Como a «excelente» ministra da Educação disse, isto só mostra que o sistema está a funcionar bem, que os professores estão a trabalhar mais e melhor e que as medidas tomadas por este governo estão a ter efeitos positivos. E sendo assim não é preciso qualquer avaliação de professores para ter confiança num generoso sistema de ensino que desde logo oferece, aos alunos, computadores mas também diplomas. Certo, anti-tretas, mas pró-embustes?

  3. albino mau Says:

    Quem aprende pode recusar-se a aprender!
    Quem ensina pode não saber ensinar!
    Será que uma grande percentagem de alunos se recusam a aprender Português e Matemática?
    Porque será que a desonestidade de quem analisa o problema, não ajuda a resolvê-lo…

  4. Anti-traste Says:

    De políticos desonestos não se podem esperar intenções honestas.
    Quem chegou ao poder mentindo e governa mentindo não é de confiança.
    Um dos milhares de exemplos é o discurso à volta dos resultados das provas de aferição e dos exames.
    Mente quem diz que os professores não querem ser avaliados.
    Mente quem diz que os professores não eram avaliados.
    Poderia dizer que o modelo não era adequado. E não era.
    Mas este modelo que a ME foi buscar ao Chile não avalia nada. Só vai servir para piorar a situação. E a senhora ME, especialista em sociologia do trabalho, deveria ter percebido isso desde o início.
    O modelo é perverso porque vai obrigar os professores a preencher resmas de papeis com sério prejuízo da aprendizagem dos alunos.
    É perverso porque promove a passagem mais ou menos administrativa para melhorar as estatísticas.
    É perverso porque não está estruturado de forma a garantir seriamente o prémio ao mérito.
    Quem não quer ver não vê, claro.
    A curto prazo cá teremos o pântano na educação.
    Entretanto já uma geração terá passado por este tremendo circo em que este ministério está a transformar o mundo escolar.

  5. MFerrer Says:

    Não podemos!
    Os professores em Portugal ou tomam tino, cumprem com as suas obrigações para que são muito bem pagos, não faltam, recuperam os alunos atrasados, respeitam as hierarquias e se fazem respeitar, ou então devem mudar de profissão. Esses são os mínimos requeridos para quem quer ser professor. Há muita gente nova e cheia de vontade de trabalhar. Estes, o que querem, na maioria , é Emprego. Trabalho, e envolvimento com a Educação dos jovens, isso está quieto! Dá trabalho!
    MFerrer

  6. Anti-traste Says:

    Claro que o Ferrer não sabe do que fala.
    Se soubesse, não se limitava a defender princípios, com que, na generalidade até concordo, mas peocupava-se com a análise das consequências das políticas que têm sido implementadas.
    O pântano em que Guterres deixou o país deu no que (quase) todos estamos a viver.
    O pântano em que vai ficar a educação, alguém terá que o remediar (e pagar mais tarde.
    Já aconteceu em Inglaterra, mas este governo não quer pretar atenção.
    Que havemos de fazer?
    Se isso não importa a quem nos governa, só nos resta chamar a atenção para os erros esperar pela mudança de governo.
    Medina Carreira, ex-ministro socialista, na entrevista que deu à SIC Notícias, deixou isso muito claro.
    Veja-se em http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId={1DB7A66-F406-41EC-A76B-F85F44E18D3C}
    Até aceito que, nessa análise, possa haver algum exagero.
    O Zé, mais uma vez, é que vai pagar as favas.

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