Se Miguel Portas acha que as regras para alguns não devem ser cumpridas, como é que o BE pode alguma vez vir a ser partido de governo, se permite excepções no cumprimento de regras?

A propósito deste Post de Miguel Portas no Blog “Sem Muros” Pedro F. escreveu o seguinte comentário :

Este é bem o exemplo daquilo que muitos dizem do BE : um partido oportunista que se limita a parasitar a crise e a varejar o descontentamento dos lobbyes corporativos. É que 150 mil são muitos votos, já para não falar dos 900 mil, dos funcionários públicos.
A chamada “luta” dos professores é uma vergonha e um insulto a todos os portugueses como eu, que trabalham no sector privado, estamos sujeitos a hierarquias, não temos a redoma da constituição a garantir-nos emprego para a vida, e temos que obedecer a ordens, e que na sua grande maioria ganhamos muito menos do que esses pseudo-professores de pacotilha.
O BE, como o PCP, e os sindicatos querem fazer crer aos restantes portugueses, que pagam a esta gente, que o Sistema de Ensino foi criado para dar emprego aos professores e encher-lhes a barriga de privilégios e bons ordenados, de preferência com poucas ou nenhumas responsabilidades. E os alunos que se lixem !
Eu gostava de perguntar ao Sr. Miguel Portas quem é que é o Superior Hierarquico dos professores, ou seja, quem tem legitimidade para lhes dar ordens, em nome do Povo : a Ministra da Educação de um governo Democráticamente Eleito, ou um Mário Nogueira qualquer, que mais não é que um comissário politico a mando do PCP.
É que de cada vez que ouço este tal de Mário Nogueira, um sujeito de arrogância sem fim, fico com duvidas sobre quem tem legitimidade para dar ordens funcionários que são os professores, se é ele se é o Ministério.
Meu caro senhor Miguel Portas : os professores são funcionários assalariados do Ministério da Educação logo, como todos os assalariados deste país, têm de obedecer à hierarquia, porque é para isso que ela serve. Se não estão contentes, nem de acordo com isto, façam o que qualquer um de nós que está fora da Mama do Estado tem de fazer : pede a demissão e vai procurar emprego noutro lado. Mas, claro, isso nenhum deles faz porque a dita Mama é boa demais.
Uma coisa é certa : Não é a Fenprof, nem os Mários Nogueiras, nem os BEs nem os PCPs, que mandam e estabelecem as politicas neste país : não foram escolhidos pelo Povo para isso.
Quem tem legitimidadde para dizer o que se deve fazer nesta área é a Sra. Ministra da Educação, que já deveria ter instaurado processos disciplinares, de despedimento inclusive, a todos os professores que não façam o que está escrito na lei : entregarem os objectivos individuais e submeterem-se à avaliação nos termos definidos por um governo mandatado pelo Povo !
Menos do que isto é bandalheira e um estatuto de privilegio para alguns, pelo simples facto de poderem fazer greve quando entendem, e de serem um Lobby Corporativo, de barriga cheia, e que beneficiam do oprtunismo politico de partidos como o BE !
Força Sra. Ministra da Educação !

2 Respostas to “Se Miguel Portas acha que as regras para alguns não devem ser cumpridas, como é que o BE pode alguma vez vir a ser partido de governo, se permite excepções no cumprimento de regras?”

  1. JP Says:

    Não liguem aos Portas pois todos eles têm traumas…
    A Catarina gostava de ser tão boa “jornalista” como o Miguel, o Miguel gostava de ter a inteligência do Paulo e o Paulo gostava de ser como a Catarina.

  2. António Says:

    E logo por baixo, para complementar o post:

    mportas escreveu:
    Março 8, 2009 às 7:54
    A missiva do leitor Pedro F. é bem elucidativa da cultura subjacente a quem apoia as posições da ministra da educação. Um socialista que ainda tenha um grama de socialismo na bagagem e que leia a mensagem do pedro tem farta matéria de reflexão.
    .
    Com efeito, porque é tão furiosa a escrita?
    Porque o Pedro trabalha no sector privado, pode ser despedido, ganha mal e cumpre ordens como se fosse uma peça de uma máquina. A inveja do Pedro liga-se ao modo como vive no seu trabalho e eu não poderia estar mais de acordo com o diagnóstico. Só discordo da sua conclusão. Não são os outros que devem ser medidos por tal padrão, mas o inverso.
    .
    Com efeito, não há motivo para inveja, mas para a luta por uma sociedade mais igualitária.
    .
    Dito isto, as apregoadas benesses de que gozariam os professores foi “chão que deu uvas”. Pergunte aos que não são colocados se há ou não desemprego; pergunte aos colocados e não colocados se são altos os seus salários e por quantos anos seguidos perderam poder de compra. E pergunte-lhes se o que mais os move é a rejeição de uma hierarquia ou a degradação de um estatuto profissional. Sabe uma coisa, Pedro? Uma escola não é uma fábrica nem os alunos são a sua matéria prima, mas gente. Por isso se inventou, na escola, a gestão democrática. Há, de facto, uma hierarquia, a que decorre da vontade dos sujeitos do processo educativo articulada com objectivos nacionais definidos por outra democracia, a que elege governos. Esta não é uma discussão sobre ordens, mas sobre democracias articuladas. É a vida, sabe? Você vive num país que fez uma revolução e se esforça, nem sempre com sucesso, por viver no século XXI…

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